Normalmente voto nulo. É muito difícil escolher um candidato. Em geral é visível a propaganda enganosa.
Há porém, aqueles políticos que já vimos atuar. Esses pelo menos não há como enganar-nos.
Então se soubermos em quem não devemos votar, a coisa pode se simplificar um pouco. Dificilmente aparece um novo candidato. Estes caras são viciados em cargos públicos e querem sempre estar se reelegendo.
As vezes dá vontade de votar só para não ver aquele político conhecido se reeleger.
Assim penso que é melhor votar nulo, do que carregar a culpa de reeleger um safado!!!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Citações de Krishnamurti
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Ora, não devemos ficar sozinhos? Presentemente não estamos sozinhos – somos meramente um feixe de influências. Somos resultado de todos os tipos de influência – sociais, religiosas, econômicas, hereditárias, climáticas. Através de todas estas influências tentamos descobrir alguma coisa mais; e se não conseguimos encontrá-la, inventamos, e nos agarramos à nossas invenções. Mas quando compreendemos todo o processo da influência em todos os diferentes níveis de nossa consciência, então, nos libertando dele, há uma solidão que não tem influência; isto é, a mente e o coração não estão mais modelados por eventos externos ou experiências internas. Só quando existe esta solidão existe a possibilidade de encontrar o real. Mas a mente que está meramente isolando-se pelo medo, só pode ter angústia; e tal mente não pode ir além de si mesma. Com a maioria de nós, a dificuldade é que não temos consciência de nossas fugas. Somos tão condicionados, tão acostumados com nossas fugas, que as tomamos como realidades. Mas se olharmos mais profundamente em nós mesmos, veremos quão extraordinariamente solitários, quão extraordinariamente vazios somos sob a cobertura superficial de nossas fugas. Estando cônscios desse vazio, constantemente o cobrimos com várias atividades, sejam artísticas, sociais, religiosas ou políticas. Mas o vazio não pode ser finalmente recoberto: ele tem que ser compreendido. Para compreendê-lo, devemos estar cônscios destas fugas; e quando compreendemos as fugas, então seremos capazes de encarar nosso vazio. Então veremos que o vazio não é diferente de nós mesmos, que o observador é o observado. Nessa experiência, nessa integração do pensador e do pensamento, esta solidão, esta angústia desaparece. - The Collected Works Vol. IX Paris 5th Public Talk 7th May 1950
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O homem verdadeiramente religioso não é aquele que pratica a chamada religião, que se prende a certos dogmas e crenças, que pratica certos rituais, ou busca conhecimento, pois ele está meramente procurando outra forma de gratificação. O homem que é verdadeiramente religioso é completamente livre da sociedade, não tem responsabilidade em relação à sociedade; ele pode estabelecer uma relação com a sociedade, mas a sociedade não tem relação com ele. Sociedade é religião organizada, a estrutura social e econômica, toda a estrutura em que fomos criados; e essa sociedade ajuda o homem a encontrar Deus, verdade, pouco importa o nome que lhe dê – ou o homem que está buscando Deus cria uma nova sociedade? Ou seja, não deve o indivíduo romper com a sociedade existente, cultura, ou civilização? Certamente, no próprio rompimento ele descobre o que é verdade, e é essa verdade que cria a nova sociedade, a nova cultura. - The Collected Works Vol. IX Bombay 1st Public Talk 16th February 1955
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A religião se tornou superstição e adoração de imagem, crença e ritual. Perdeu a beleza da verdade; o incenso ocupou o lugar da realidade. No lugar da percepção direta existe a imagem esculpida pela mão ou pela mente. O único interesse da religião é a total transformação do homem. E todo o circo montado em torno dela é tolice. Por isso a verdade não é para ser encontrada em nenhum templo, igreja ou mesquita, por mais belas que sejam. A beleza da verdade e a beleza da pedra são duas coisas diferentes. Uma abre a porta para o imensurável e a outra para o aprisionamento do homem; uma para a liberdade e a outra para a escravidão do pensamento. Romantismo e sentimentalismo negam a própria natureza da religião, nem ela é um brinquedo do intelecto. O conhecimento na área da ação é necessário para funcionar eficiente e objetivamente, mas conhecimento não é o meio de transformação do homem: conhecimento é a estrutura do pensamento e pensamento é a repetição estúpida do conhecido, embora modificado e ampliado. Não há liberdade pelos caminhos do pensamento, do conhecido. - Krishnamurti Journal Brockwood Park 13th Entry 27th September 1973
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Você tem apenas uma cabeça e cuida dela pois ela é uma coisa maravilhosa. Nenhum mecanismo, nem computadores eletrônicos podem se comparar com ela. Ela é muito vasta, muito complexa, tão absolutamente capaz, sutil e produtiva. É o depósito de experiência, conhecimento, memória. Todo pensamento brota dela. O que ela acumulou é totalmente incrível: o dano, a confusão, os sofrimentos, as guerras, as corrupções, ilusões, ideais, a dor e a miséria, as grandes catedrais, lindas mesquitas e templos sagrados. É fantástico o que ela fez e o que pode fazer. Mas uma coisa ela aparentemente não pode fazer: mudar completamente seu comportamento em sua relação com outra cabeça, com outro homem. Nem punição nem prêmio parecem mudar seu comportamento; o conhecimento não parece transformar sua conduta. O eu e o você permanecem. Ela não percebe que o eu é o você, que o observador é o observado. Seu amor é sua degeneração; seu prazer é sua agonia; os deuses de seus ideais são seus destruidores. Sua liberdade é sua própria prisão; ela é educada para viver nesta prisão, apenas tornando-a mais confortável, mais agradável. Você tem apenas uma cabeça, cuide dela, não a destrua. É muito fácil envenená-la. - Krishnamurti Journal Brockwood Park 4th Entry 17th September 1973
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A pessoa fica se perguntando por que este anseio, desejo, por identificação existe. Pode-se compreender a identificação com as próprias necessidades físicas – as coisas necessárias, roupas, alimento, abrigo e assim por diante. Mas interiormente, dentro da pele por assim dizer, tentamos nos identificar com o passado, com a tradição, com alguma imagem romântica fantasiosa, um símbolo muito apreciado. E certamente nesta identificação existe um sentido de segurança, proteção, um sentido de ser possuído e de possuir. Isto dá grande conforto. A pessoa sente conforto, segurança em qualquer forma de ilusão. E o homem aparentemente precisa de muitas ilusões. Na distância havia o piado de uma coruja e a resposta vinda do outro lado do vale. É madrugada ainda. O ruído do dia não começou e tudo está quieto. Há alguma coisa estranha e sagrada onde o sol nasce. Há uma prece, um canto à alvorada, àquele estranha luz calma. Nessa manhã cedo, a luz estava reduzida, não havia brisa e toda a vegetação, as árvores, os arbustos, estavam quietos, parados, esperando. Esperando o sol nascer. E talvez o sol não surgisse por meia hora ou mais, e a alvorada lentamente cobria a terra com uma estranha quietude. Gradualmente, lentamente, a montanha mais alta ficava brilhante e o sol a tocava, dourado, claro, e a neve era pura, intocada pela luz do dia. Conforme você subiu, deixando os caminhos da pequena vila para trás, o ruído da terra, os grilos, as cordonizes e outros pássaros começaram sua canção matinal, seu canto, sua rica adoração do dia. E conforme o sol nasceu você era parte daquela luz e deixou para trás tudo que o pensamento acumulou. Você esqueceu completamente de si mesmo. A psique estava vazia de suas lutas e dores. E conforme caminhava e subia, não havia sentido de separação, nem mesmo o sentido de ser um ser humano. - Krishnamurti to Himself Ojai California Tuesday 10th March, 1983
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Outro dia enquanto a pessoa passeava por uma alameda arborizada distante do barulho e da brutalidade e da vulgaridade da civilização, de tudo que o homem construiu, havia um grande sentido de quietude, envolvendo todas as coisas – sereno, distante e cheio do som da terra. Enquanto você caminhava calmamente, não perturbando as coisas da terra a sua volta, os arbustos, as árvores, os grilos e os pássaros, de repente dobrando a esquina estavam duas pequenas criaturas discutindo entre si, brigando do seu pequeno modo. Uma tentava afastar a outra. A outra se intrometia, tentando entrar na pequena toca da primeira, e a proprietária tentava rechaçá-la. Presentemente a proprietária venceu e a outra fugiu. Outra vez havia quietude, um sentido de grande solidão. E olhando para cima, o caminho subia até as montanhas, a cachoeira descia calmamente murmurando ao lado do caminho; havia grande beleza e infinita dignidade, não a dignidade adquirida pelo homem que parece tão vaidoso e arrogante. A pequena criatura identificou-se com sua casa, como nós, seres humanos, fazemos. Estamos sempre tentando nos identificar com nossa raça, com nossa cultura, com aquelas coisas em que acreditamos, com alguma figura mística, ou algum salvador, algum tipo de autoridade suprema. Identificar-se com alguma coisa parece ser a natureza do homem. Provavelmente herdamos este sentimento daquele animalzinho. - Krishnamurti to Himself Ojai California Tuesday 10th March, 1983
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Encontramos certa felicidade no auto esquecimento do sexo, e assim o usamos como meio de conseguir o que desejamos. A felicidade através de alguma coisa invariavelmente produzirá conflito, porque então o meio é muito mais significativo e importante do que a felicidade em si. Se consigo felicidade através da beleza dessa cadeira, então a cadeira se torna importantíssima para mim e devo protegê-la dos outros. Neste esforço, a felicidade que uma vez senti com a beleza da cadeira é totalmente esquecida, perdida, e sou deixado com a cadeira. Em si mesma, a cadeira tem pouco valor; mas lhe dei um extraordinário valor, pois ela é o meio de minha felicidade. Então o meio se torna um substituto da felicidade. Quando o meio da minha felicidade é uma pessoa viva, então o conflito e a confusão, o antagonismo e a dor são muito maiores.. Se a relação se baseia no simples uso, existe alguma relação, exceto a mais superficial, entre quem usa e quem é usado? Se uso você para minha felicidade, estou realmente em relação com você? Relação implica comunhão com o outro em diferentes níveis; e existe comunhão com o outro quando ele é apenas um instrumento, um meio para minha felicidade? Usando assim o outro, não estou realmente buscando o auto isolamento, no qual penso que serei feliz? Este auto isolamento eu chamo de relação; mas de fato não existe comunhão neste processo. Só pode haver comunhão onde não há medo; e existe medo corrosivo e dor onde há uso e daí dependência. Como nada pode viver em isolamento, as tentativas da mente de isolar-se, levam à sua própria frustração e miséria. Para fugir desta sensação de incompletude, buscamos completude em ideais, em pessoas, em coisas; e assim estamos novamente onde começamos, na busca de substitutos. - Commentaries on Living Series I Chapter 41 Awareness
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Para mim, revolução é sinônimo de religião. Não quero dizer com a palavra revolução mudança social ou econômica imediata. Quero dizer uma revolução na consciência em si. Todas as outras formas de revolução, seja comunista, capitalista ou o que queiram, são meramente reacionárias. Uma revolução na mente, que significa o completa destruição do que tem sido, de modo que a mente é capaz de ver o que é verdade sem distorção, sem ilusão – esse é o caminho da religião. Penso que a real, verdadeira mente religiosa existe, pode existir. Penso que se a pessoa entrou nisso muito profundamente, pode descobrir tal mente por si mesma. Uma mente que rompeu, destruiu, todas as barreiras, todas as mentiras que a sociedade, a religião, o dogma, a crença impôs sobre ela, e foi além para descobrir o que é verdade, é a verdadeira mente religiosa. - Meeting Life
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O amor tem responsabilidade e obrigação, e usará essas palavras? Quando você faz alguma coisa por obrigação existe amor nela? Na obrigação não existe amor. A estrutura da obrigação na qual o ser humano está preso está destruindo-o. Enquanto você for compelido a fazer alguma coisa porque é sua obrigação, você não ama o que está fazendo. Quando existe amor, não existe obrigação nem responsabilidade. Muitos pais infelizmente pensam que são responsáveis por seus filhos e seu senso de responsabilidade toma a forma de dizer a eles o que deveriam fazer e o que não deveriam fazer, o que deveriam tornar-se e o que não deveriam tornar-se. Os pais querem que seus filhos tenham uma posição segura na sociedade. O que eles chamam de responsabilidade é parte daquela respeitabilidade que eles adoram; e me parece que onde há respeitabilidade não há ordem; eles estão preocupados apenas em se tornarem um perfeito burguês. Quando preparam seus filhos para se encaixarem na sociedade estão perpetuando a guerra, o conflito e a brutalidade. Você chama isso de cuidado e amor? - Freedom from the Known Chapter 10
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Podemos estudar história e traduzir o fato histórico de acordo com nossos preconceitos; mas ter certeza do futuro é viver em ilusão. O homem não é resultado de uma única influência, é vastamente complexo, e enfatizar uma influência enquanto minimiza outras é gerar um desequilíbrio que levará a ainda mais caos e miséria. O homem é um processo total. A totalidade deve ser compreendida e não apenas uma parte, ainda que temporariamente importante sua parte possa ser. O sacrifício do presente pelo futuro é a insanidade daqueles que são enlouquecidos pelo poder; e o poder é maligno. Eles tomam para si o direito da direção humana; são os novos sacerdotes. Meio e fim não estão separados, são um fenômeno conjunto; o meio cria o fim. Pela violência nunca poderá haver paz; um Estado policial não pode produzir um cidadão pacífico; pela compulsão, a liberdade não pode ser alcançada. Uma sociedade sem classes não pode ser estabelecida se o partido é todo-poderoso, ela nunca pode ser resultado de uma ditadura. Tudo isto é óbvio. - Commentaries on Living Series I Chapter 32 Separateness
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É óbvio que a música do rádio é uma maravilhosa fuga. Na porta ao lado, eles mantinham a coisa ligada o dia todo e noite afora. O pai saía para o escritório bem cedo. A mãe e a filha trabalhavam em casa ou no jardim; e quando trabalhavam no jardim o rádio tocava mais alto. Aparentemente o filho também apreciava a música e os comerciais, pois quando estava em casa o rádio continuava do mesmo modo. Com o rádio a pessoa pode ouvir indefinidamente todo tipo de música, da clássica até a mais atual; pode ouvir peças de mistério, notícias, e todas as coisas que são constantemente veiculadas. Não é preciso conversa, troca de pensamento, pois o rádio faz quase tudo por você. O rádio, dizem, ajuda os estudantes a estudar; e as vacas dão mais leite quando há música. O mais estranho sobre tudo isto é que o rádio parece alterar muito pouco o curso da vida. Pode fazer algumas coisas um pouco mais convenientes; podemos ter notícias globais mais rapidamente e saber de assassinatos descritos mais vividamente; mas a informação não vai nos tornar mais inteligentes. A fina camada de informação sobre os horrores da bomba atômica, sobre alianças internacionais, a pesquisa da clorofila, e assim por diante, não parece fazer nenhuma diferença fundamental em nossas vidas. Somos propensos à guerra como sempre, odiamos algum outro grupo de pessoas, desprezamos este líder político e apoiamos aquele, somos enganados pela religiões organizadas, somos nacionalistas, e nossas misérias continuam; e nos concentramos em fugas, quanto mais respeitáveis e organizadas, melhor. Fugir coletivamente é a mais alta forma de segurança. Encarando o que é, podemos fazer alguma coisa a respeito; mas fugir do que é inevitavelmente nos torna estúpidos e embotados, escravos da sensação e da confusão. - Commentaries on Living Series I Chapter 27 The Radio and Music
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Se você descobre que o jardim que cultivou tão cuidadosamente produziu apenas ervas venenosas, tem que arrancá-las pela raiz; tem que derrubar as paredes que as abrigaram. Você pode ou não fazê-lo, pois tem extensos jardins, bem cercados e bem guardados. Você fará isso só quando não houver comércio, mas deve ser feito, pois morrer rico é ter vivido em vão. Mas além de tudo isto, deve haver a chama que limpa a mente e o coração, tornando todas as coisas novas. Essa chama não é da mente, não é coisa para ser cultivada. A demonstração de benevolência pode fazer brilhar, mas não é a chama; a atividade chamada serviço, embora benéfica e necessária, não é amor; a tolerância praticada e disciplinada, a compaixão cultivada da igreja e do templo, o discurso moderado, as maneiras suaves, a adoração do salvador, da imagem, do ideal – nada disto é amor. - Commentaries on Living Series I Chapter 59 How am I to Love?
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Interrogante:...por que a pessoa foge? Do que a pessoa está fugindo? “De sua própria solidão, seu próprio vazio, do que você é. Se você foge sem ver o que é, obviamente não pode compreendê-lo; então primeiro você tem que parar de correr, fugir e só então pode ver a si mesmo como você é. Mas você não pode observar o que é se está sempre criticando, se gosta ou não gosta. Você chama de solidão e foge dela; e o próprio fugir é medo. Você tem medo desta solidão, deste vazio, e a dependência é a cobertura dela. Então o medo é constante; é constante enquanto você fica fugindo do que é. Estar completamente identificado com alguma coisa, com uma pessoa ou ideia, não é garantia de uma fuga final, pois este medo está sempre no fundo. Ele chega por sonhos, quando há um rompimento na identificação; e sempre há um rompimento na identificação a menos que a pessoa seja desequilibrada. Krishnamurti: Então meu medo surge de meu próprio vazio, minha insuficiência. Vejo bem isso, e é verdade; mas o que faço a respeito? Você nada pode fazer a respeito. O que quer que faça é uma atividade de fuga. Essa é a coisa mais essencial de se entender. Então você verá que você não é diferente ou apartado desse vazio. Você é essa insuficiência. O observador é o vazio observado. Então se você for adiante, não há mais chamar de solidão; o dar nome cessou. Se for mais adiante ainda, o que é bem árduo, a coisa conhecida como solidão não existe, há o completo cessar da solidão, do vazio, do pensador como pensamento. Apenas isso põe fim ao medo. - Commentaries on Living Series I Chapter 75 Fear and Escape
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Por que almejamos ser reconhecidos, favorecidos, encorajados? Por que somos tão pretensiosos? Por que nos prendemos à exclusividade de nome, posição, aquisição? O anonimato é degradante, e ser desconhecido é desprezível? Por que vamos atrás do famoso, o popular? Por que não estamos satisfeitos de ser nós mesmos? Temos medo e vergonha de ser o que somos, e nome, posição e aquisição se tornam totalmente importantes? É curioso como é forte o desejo de ser reconhecido, ser aplaudido. Na excitação da batalha, a pessoa faz coisas incríveis pelas quais é honrado; a pessoa se torna herói ao matar um companheiro. Através de privilégio, esperteza, ou capacidade e eficiência, a pessoa chega a algum lugar próximo do topo – embora o topo nunca seja o topo, porque há mais e mais na intoxicação do sucesso. O país ou o negócio é você mesmo; as coisas dependem de você, você é o poder. A religião organizada oferece posição, prestígio e honra; lá também você é alguém, distinto e importante. Ou novamente você se torna o discípulo de um professor, de um guru ou mestre, ou coopera no trabalho deles. Você é ainda importante, os representa, compartilha a responsabilidade deles, você tem e outros recebem. Embora em nome deles, você é ainda o meio. Você pode usar uma tanga ou a veste do monge, mas é você que faz o gesto, é você que renuncia. - Commentaries on Living Series I Chapter 22 The Self
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O mais completo desenvolvimento de cada indivíduo cria uma sociedade de iguais. A presente luta social para trazer igualdade em algum nível econômico e espiritual não tem absolutamente significado. Reformas sociais visando o estabelecimento de igualdade, geram outras formas de atividade antissocial; mas com educação correta, não há necessidade de buscar igualdade através de reforma social e outras reformas, porque a inveja com sua comparação de capacidades acaba. Devemos diferenciar aqui função de status. Status, com todo o seu prestígio hierárquico e emocional, surge apenas através da comparação de funções como maior e menor. Quando cada indivíduo floresce em sua completa capacidade, não existe então comparação de funções; existe apenas a expressão da capacidade como professor, ou primeiro-ministro, ou jardineiro, e assim o status perde seu espinho de inveja. - Life Ahead Introduction
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