quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tempo...


Passa tempo!
Ponteiro de relógio acompanhando o sol,
Vês o corpo desgastar,
Diz-se tempo,
Queridos nascem e morrem,
Cumpriram seu tempo,
Observas a vida, o tempo não é teu,
Mesmo não queiras,
Esvaem-se, dias, meses e anos,
Todos a contá-lo,
Aposentadoria, aniversário, formatura, trabalho,
Neurose ganhar tempo,
Diante de ti, não sendo teu,
Bom é aproveitá-lo.

Márcio.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O intelecto não vai resolver nossos problemas - JKOnline

O intelecto não vai resolver nossos problemas - JKOnline



A maioria de nós é muito indiferente a este extraordinário universo a nossa volta; nós nunca vemos o ondular da folha ao vento; não vemos a folha de grama, a tocamos com nossa mão e conhecemos a qualidade de seu ser. Isto não é apenas ser poético, assim não vá para um estado especulativo, emocional. Digo que é essencial ter esse sentimento profundo pela vida e não ficar preso em ramificações intelectuais, discussões, passar em exames, citar e deixar alguma coisa de lado dizendo que aquilo já foi dito. O intelecto não é o caminho. O intelecto não resolverá nossos problemas; o intelecto não nos concederá essa nutrição que é inextinguível. O intelecto pode raciocinar, discutir, analisar, chegar a uma conclusão por inferências e assim por diante, mas o intelecto é limitado, pois o intelecto é resultado de nosso condicionamento. Mas a sensibilidade não é. A sensibilidade não tem condicionamento; ela tira você direto do campo dos medos e angústias. Nós gastamos nossos dias e anos cultivando o intelecto, argumentando, discutindo, brigando, lutando para ser alguma coisa e assim por diante. E contudo, este extraordinariamente belo mundo, esta terra que é tão rica - não a terra de Bombaim, a terra Punjab, a terra russa ou a terra americana - esta terra é nossa, sua e minha, e isso não é bobagem sentimental; isto é um fato. Mas infelizmente nós a dividimos por nossa insignificância, nosso provincianismo. E sabemos por que o fizemos, para nossa segurança, por melhores e mais empregos. Esse é o jogo político que está sendo jogado mundo afora, e assim esquecemos de ser seres humanos, de viver felizmente nesta terra que é nossa, de fazer alguma coisa por ela. - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O intelecto corrompe o sentimento


Você sabe, existe o intelecto, e existe o puro sentimento - o puro sentimento de amar alguma coisa, de ter grandes, generosas emoções. O intelecto raciocina, calcula, pesa, compara. Ele pergunta, "Isto vale a pena? Vai me beneficiar?" Por outro lado, existe sentimento puro, o extraordinário sentimento pelo céu, por seu vizinho, sua esposa ou marido, por seu filho, pelo mundo, pela beleza de uma árvore e assim por diante. Quando estes dois chegam juntos, há a morte. Compreende? Quando o sentimento puro é corrompido pelo intelecto, há mediocridade. É isso que a maioria de nós faz. Nossas vidas são medíocres porque estamos sempre calculando, nos perguntando se vale a pena, que proveito terei, não só no mundo do dinheiro, mas também no dito mundo espiritual: "Se eu fizer isto, conseguirei aquilo?" 

 Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Quando a verdade nos atinge, é inevitável dela falar.

Para destruir o ódio


Nós vemos o mundo do ódio fazendo sua colheita presentemente. Este mundo de ódio foi criado por nossos pais e seus antepassados e por nós. Assim, a ignorância se estende indefinidamente pelo passado. Ela não surgiu por si mesma. É o resultado da ignorância humana, um processo histórico, não é? Nós como indivíduos cooperamos com nossos ancestrais, que, com seus antepassados, estabeleceram este processo de ódio, medo, ambição, e assim por diante. Ora, como indivíduos, nós participamos deste mundo de ódio enquanto, individualmente, toleramos isto.O mundo, então, é uma extensão de você mesmo. Se você como um indivíduo deseja destruir o ódio, então como indivíduo deve cessar de odiar. Para destruir o ódio, você precisa dissociar a si mesmo do ódio em todas as suas formas grosseiras ou sutis, e enquanto está preso nele, você é parte desse mundo de ignorância e medo. Assim o mundo é uma extensão de você mesmo, você duplicado e multiplicado. O mundo não existe apartado do indivíduo. Ele pode existir como uma ideia, como um estado, como uma organização, mas para sustentar essa ideia, para fazer essa organização social ou religiosa funcionar, deve haver o indivíduo. Sua ignorância, sua ambição e seu medo mantêm a estrutura de ignorância, ambição e ódio. Se o indivíduo muda, pode ele afetar o mundo, o mundo do ódio, ambição e assim por diante? O mundo é uma extensão de você mesmo enquanto você é descuidado, preso na ignorância, ódio, ambição, mas quando você é sério, vigilante e consciente, existe não apenas uma dissociação dessas causas terríveis que criam dor e sofrimento, mas também nessa compreensão existe completude, totalidade.

http://www.jkrishnamurti.org