sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A simplicidade da vida chega com a riqueza interior


Vida simples não consiste na mera posse de poucas coisas, mas na liberdade da posse e não-posse, na indiferença pelas coisas que vem com a compreensão profunda. Meramente renunciar às coisas a fim de alcançar maior felicidade, maior alegria que é prometida, é buscar recompensa que limita o pensamento e o impede de florescer e descobrir a realidade. Controlar pensamento-sentimento por uma recompensa maior, por um resultado maior, é tornar isto insignificante, ignorante e sofrido. A simplicidade na vida chega com a riqueza interior, com liberdade interior do anseio, com liberdade da ganância, da aquisição, da distração. Desta vida simples vem essa necessária sutileza que não é resultado da concentração fechada em si mesma, mas da consciência ampliada e da compreensão meditativa. Vida simples não é o resultado de circunstâncias exteriores; o contentamento com o pequeno vem com as riquezas da compreensão interior. Se você depende de circunstâncias para estar satisfeito com a vida, você criará miséria e caos, pois você será um brinquedo do meio ambiente, e só quando as circunstâncias são transcendidas pela compreensão é que existe ordem e claridade. Estar constantemente consciente dos processos de aquisição, de adição, de distração, traz liberdade deles e, assim, há uma vida simples e verdadeira. - The Collected Works Volume III Ojai 8th Public Talk 2nd July, 1944

http://www.jkrishnamurti.org/

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ser verdadeiramente responsável




Os amigos invisíveis


Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles;vamos nos ligar? num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
 Fabricio Carpinejar

Cajuína - Caetano Veloso







Há  muito tempo aprecio esta música, porém há bem pouco soube da história que havia por trás dela. Passei a gostar mais ainda.....

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Poeta Quintana





Sobre este velho,

Esse tal Mário Quintana,

Quase nada a dizer,

Apenas uma interrogação,

De onde essa facilidade?

Só dizer coisa bacana!!





Todos os jardins deviam ser fechados,com altos muros de um cinza muito pálido,onde uma fonte pudesse cantar sozinha entre o vermelho dos cravos.O que mata um jardim não é mesmo alguma ausência nem o abandono...O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem por eles passa indiferente. (Mario Quintana)

Poema de Mário Quintana


Seiscentos e Sessenta e Seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.


Motivo "Admiráveis mulheres brasileiras"


Cecília Meireles 


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu não sei na verdade quem eu sou.... Teatro Mágico


A coisa mais fina do mundo....


Ensinamento - Adélia Prado 

Minha mãe achava estudo
 a coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, 
ela falou comigo: 
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”. 
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente, 
Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo. 



Das Vantagens de Ser Bobo


O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pra Pola




  
Antes de amar-te, amor,
nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas; 
Nada contava nem tinha nome;
O mundo era do ar que esperava. 
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.


Neruda

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Momento raro da MPB.






Não somos destinados a destruir um ao outro



É nossa terra, não sua ou minha ou dele. Somos destinados a viver nela, nos ajudando, não destruindo um ao outro. Isso não é nenhuma tolice romântica mas um fato real. Mas o homem dividiu a terra, esperando assim encontrar no particular felicidade, segurança, uma sensação de conforto permanente. Até que uma mudança radical aconteça e varramos todas as nacionalidades, todas as ideologias, todas as divisões religiosas, e estabeleçamos uma relação global – psicologicamente primeiro, interiormente antes de organizar o exterior – continuaremos com as guerras. Se você fere os outros, se mata os outros, seja pela raiva ou com o assassinato organizado chamado guerra, você, que é o resto da humanidade, não um ser humano separado lutando com o restante da humanidade, está destruindo a si mesmo. Este é o ponto real, o ponto básico, que você deve compreender e resolver. Até você se comprometer, se dedicar a erradicar esta divisão nacional, econômica, religiosa, estará perpetuando a guerra, você é responsável por todas as guerras, nuclear ou tradicional. - Krishnamurti to Himself

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segunda-feira, 7 de maio de 2012


RESPOSTA À REVISTA VEJA







Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.  


VEJA
"Os professores perdem tempo demais com assuntos irrelevantes e se revelam incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital".




É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. 


Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. 


Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. 


Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina. Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. 


Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração; Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. 


Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais. E a saúde? 


É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. 


Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão se aposentando e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.


Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”, "puta”, “gordos", “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. 


Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares. Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! 


Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos. Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  


Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!! Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! GrataVamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". 


Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! 


Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Em quem votar?

Normalmente voto nulo. É muito difícil escolher um candidato. Em geral é visível a propaganda enganosa.


Há porém, aqueles políticos que já vimos atuar. Esses pelo menos não há como enganar-nos.


Então se soubermos em quem não devemos votar, a coisa pode se simplificar um pouco. Dificilmente aparece um novo candidato. Estes caras são viciados em cargos públicos e querem sempre estar se reelegendo. 


As vezes dá vontade de votar só para não ver aquele político conhecido se reeleger.


Assim penso que é melhor votar nulo, do que carregar a culpa de reeleger um safado!!!

Citações de Krishnamurti



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Ora, não devemos ficar sozinhos? Presentemente não estamos sozinhos – somos meramente um feixe de influências. Somos resultado de todos os tipos de influência – sociais, religiosas, econômicas, hereditárias, climáticas. Através de todas estas influências tentamos descobrir alguma coisa mais; e se não conseguimos encontrá-la, inventamos, e nos agarramos à nossas invenções. Mas quando compreendemos todo o processo da influência em todos os diferentes níveis de nossa consciência, então, nos libertando dele, há uma solidão que não tem influência; isto é, a mente e o coração não estão mais modelados por eventos externos ou experiências internas. Só quando existe esta solidão existe a possibilidade de encontrar o real. Mas a mente que está meramente isolando-se pelo medo, só pode ter angústia; e tal mente não pode ir além de si mesma. Com a maioria de nós, a dificuldade é que não temos consciência de nossas fugas. Somos tão condicionados, tão acostumados com nossas fugas, que as tomamos como realidades. Mas se olharmos mais profundamente em nós mesmos, veremos quão extraordinariamente solitários, quão extraordinariamente vazios somos sob a cobertura superficial de nossas fugas. Estando cônscios desse vazio, constantemente o cobrimos com várias atividades, sejam artísticas, sociais, religiosas ou políticas. Mas o vazio não pode ser finalmente recoberto: ele tem que ser compreendido. Para compreendê-lo, devemos estar cônscios destas fugas; e quando compreendemos as fugas, então seremos capazes de encarar nosso vazio. Então veremos que o vazio não é diferente de nós mesmos, que o observador é o observado. Nessa experiência, nessa integração do pensador e do pensamento, esta solidão, esta angústia desaparece. - The Collected Works Vol. IX Paris 5th Public Talk 7th May 1950
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O homem verdadeiramente religioso não é aquele que pratica a chamada religião, que se prende a certos dogmas e crenças, que pratica certos rituais, ou busca conhecimento, pois ele está meramente procurando outra forma de gratificação. O homem que é verdadeiramente religioso é completamente livre da sociedade, não tem responsabilidade em relação à sociedade; ele pode estabelecer uma relação com a sociedade, mas a sociedade não tem relação com ele. Sociedade é religião organizada, a estrutura social e econômica, toda a estrutura em que fomos criados; e essa sociedade ajuda o homem a encontrar Deus, verdade, pouco importa o nome que lhe dê – ou o homem que está buscando Deus cria uma nova sociedade? Ou seja, não deve o indivíduo romper com a sociedade existente, cultura, ou civilização? Certamente, no próprio rompimento ele descobre o que é verdade, e é essa verdade que cria a nova sociedade, a nova cultura. - The Collected Works Vol. IX Bombay 1st Public Talk 16th February 1955
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A religião se tornou superstição e adoração de imagem, crença e ritual. Perdeu a beleza da verdade; o incenso ocupou o lugar da realidade. No lugar da percepção direta existe a imagem esculpida pela mão ou pela mente. O único interesse da religião é a total transformação do homem. E todo o circo montado em torno dela é tolice. Por isso a verdade não é para ser encontrada em nenhum templo, igreja ou mesquita, por mais belas que sejam. A beleza da verdade e a beleza da pedra são duas coisas diferentes. Uma abre a porta para o imensurável e a outra para o aprisionamento do homem; uma para a liberdade e a outra para a escravidão do pensamento. Romantismo e sentimentalismo negam a própria natureza da religião, nem ela é um brinquedo do intelecto. O conhecimento na área da ação é necessário para funcionar eficiente e objetivamente, mas conhecimento não é o meio de transformação do homem: conhecimento é a estrutura do pensamento e pensamento é a repetição estúpida do conhecido, embora modificado e ampliado. Não há liberdade pelos caminhos do pensamento, do conhecido. - Krishnamurti Journal Brockwood Park 13th Entry 27th September 1973
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Você tem apenas uma cabeça e cuida dela pois ela é uma coisa maravilhosa. Nenhum mecanismo, nem computadores eletrônicos podem se comparar com ela. Ela é muito vasta, muito complexa, tão absolutamente capaz, sutil e produtiva. É o depósito de experiência, conhecimento, memória. Todo pensamento brota dela. O que ela acumulou é totalmente incrível: o dano, a confusão, os sofrimentos, as guerras, as corrupções, ilusões, ideais, a dor e a miséria, as grandes catedrais, lindas mesquitas e templos sagrados. É fantástico o que ela fez e o que pode fazer. Mas uma coisa ela aparentemente não pode fazer: mudar completamente seu comportamento em sua relação com outra cabeça, com outro homem. Nem punição nem prêmio parecem mudar seu comportamento; o conhecimento não parece transformar sua conduta. O eu e o você permanecem. Ela não percebe que o eu é o você, que o observador é o observado. Seu amor é sua degeneração; seu prazer é sua agonia; os deuses de seus ideais são seus destruidores. Sua liberdade é sua própria prisão; ela é educada para viver nesta prisão, apenas tornando-a mais confortável, mais agradável. Você tem apenas uma cabeça, cuide dela, não a destrua. É muito fácil envenená-la. - Krishnamurti Journal Brockwood Park 4th Entry 17th September 1973
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A pessoa fica se perguntando por que este anseio, desejo, por identificação existe. Pode-se compreender a identificação com as próprias necessidades físicas – as coisas necessárias, roupas, alimento, abrigo e assim por diante. Mas interiormente, dentro da pele por assim dizer, tentamos nos identificar com o passado, com a tradição, com alguma imagem romântica fantasiosa, um símbolo muito apreciado. E certamente nesta identificação existe um sentido de segurança, proteção, um sentido de ser possuído e de possuir. Isto dá grande conforto. A pessoa sente conforto, segurança em qualquer forma de ilusão. E o homem aparentemente precisa de muitas ilusões. Na distância havia o piado de uma coruja e a resposta vinda do outro lado do vale. É madrugada ainda. O ruído do dia não começou e tudo está quieto. Há alguma coisa estranha e sagrada onde o sol nasce. Há uma prece, um canto à alvorada, àquele estranha luz calma. Nessa manhã cedo, a luz estava reduzida, não havia brisa e toda a vegetação, as árvores, os arbustos, estavam quietos, parados, esperando. Esperando o sol nascer. E talvez o sol não surgisse por meia hora ou mais, e a alvorada lentamente cobria a terra com uma estranha quietude. Gradualmente, lentamente, a montanha mais alta ficava brilhante e o sol a tocava, dourado, claro, e a neve era pura, intocada pela luz do dia. Conforme você subiu, deixando os caminhos da pequena vila para trás, o ruído da terra, os grilos, as cordonizes e outros pássaros começaram sua canção matinal, seu canto, sua rica adoração do dia. E conforme o sol nasceu você era parte daquela luz e deixou para trás tudo que o pensamento acumulou. Você esqueceu completamente de si mesmo. A psique estava vazia de suas lutas e dores. E conforme caminhava e subia, não havia sentido de separação, nem mesmo o sentido de ser um ser humano. - Krishnamurti to Himself Ojai California Tuesday 10th March, 1983
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Outro dia enquanto a pessoa passeava por uma alameda arborizada distante do barulho e da brutalidade e da vulgaridade da civilização, de tudo que o homem construiu, havia um grande sentido de quietude, envolvendo todas as coisas – sereno, distante e cheio do som da terra. Enquanto você caminhava calmamente, não perturbando as coisas da terra a sua volta, os arbustos, as árvores, os grilos e os pássaros, de repente dobrando a esquina estavam duas pequenas criaturas discutindo entre si, brigando do seu pequeno modo. Uma tentava afastar a outra. A outra se intrometia, tentando entrar na pequena toca da primeira, e a proprietária tentava rechaçá-la. Presentemente a proprietária venceu e a outra fugiu. Outra vez havia quietude, um sentido de grande solidão. E olhando para cima, o caminho subia até as montanhas, a cachoeira descia calmamente murmurando ao lado do caminho; havia grande beleza e infinita dignidade, não a dignidade adquirida pelo homem que parece tão vaidoso e arrogante. A pequena criatura identificou-se com sua casa, como nós, seres humanos, fazemos. Estamos sempre tentando nos identificar com nossa raça, com nossa cultura, com aquelas coisas em que acreditamos, com alguma figura mística, ou algum salvador, algum tipo de autoridade suprema. Identificar-se com alguma coisa parece ser a natureza do homem. Provavelmente herdamos este sentimento daquele animalzinho. - Krishnamurti to Himself Ojai California Tuesday 10th March, 1983
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Encontramos certa felicidade no auto esquecimento do sexo, e assim o usamos como meio de conseguir o que desejamos. A felicidade através de alguma coisa invariavelmente produzirá conflito, porque então o meio é muito mais significativo e importante do que a felicidade em si. Se consigo felicidade através da beleza dessa cadeira, então a cadeira se torna importantíssima para mim e devo protegê-la dos outros. Neste esforço, a felicidade que uma vez senti com a beleza da cadeira é totalmente esquecida, perdida, e sou deixado com a cadeira. Em si mesma, a cadeira tem pouco valor; mas lhe dei um extraordinário valor, pois ela é o meio de minha felicidade. Então o meio se torna um substituto da felicidade. Quando o meio da minha felicidade é uma pessoa viva, então o conflito e a confusão, o antagonismo e a dor são muito maiores.. Se a relação se baseia no simples uso, existe alguma relação, exceto a mais superficial, entre quem usa e quem é usado? Se uso você para minha felicidade, estou realmente em relação com você? Relação implica comunhão com o outro em diferentes níveis; e existe comunhão com o outro quando ele é apenas um instrumento, um meio para minha felicidade? Usando assim o outro, não estou realmente buscando o auto isolamento, no qual penso que serei feliz? Este auto isolamento eu chamo de relação; mas de fato não existe comunhão neste processo. Só pode haver comunhão onde não há medo; e existe medo corrosivo e dor onde há uso e daí dependência. Como nada pode viver em isolamento, as tentativas da mente de isolar-se, levam à sua própria frustração e miséria. Para fugir desta sensação de incompletude, buscamos completude em ideais, em pessoas, em coisas; e assim estamos novamente onde começamos, na busca de substitutos. - Commentaries on Living Series I Chapter 41 Awareness
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Para mim, revolução é sinônimo de religião. Não quero dizer com a palavra revolução mudança social ou econômica imediata. Quero dizer uma revolução na consciência em si. Todas as outras formas de revolução, seja comunista, capitalista ou o que queiram, são meramente reacionárias. Uma revolução na mente, que significa o completa destruição do que tem sido, de modo que a mente é capaz de ver o que é verdade sem distorção, sem ilusão – esse é o caminho da religião. Penso que a real, verdadeira mente religiosa existe, pode existir. Penso que se a pessoa entrou nisso muito profundamente, pode descobrir tal mente por si mesma. Uma mente que rompeu, destruiu, todas as barreiras, todas as mentiras que a sociedade, a religião, o dogma, a crença impôs sobre ela, e foi além para descobrir o que é verdade, é a verdadeira mente religiosa. - Meeting Life
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O amor tem responsabilidade e obrigação, e usará essas palavras? Quando você faz alguma coisa por obrigação existe amor nela? Na obrigação não existe amor. A estrutura da obrigação na qual o ser humano está preso está destruindo-o. Enquanto você for compelido a fazer alguma coisa porque é sua obrigação, você não ama o que está fazendo. Quando existe amor, não existe obrigação nem responsabilidade. Muitos pais infelizmente pensam que são responsáveis por seus filhos e seu senso de responsabilidade toma a forma de dizer a eles o que deveriam fazer e o que não deveriam fazer, o que deveriam tornar-se e o que não deveriam tornar-se. Os pais querem que seus filhos tenham uma posição segura na sociedade. O que eles chamam de responsabilidade é parte daquela respeitabilidade que eles adoram; e me parece que onde há respeitabilidade não há ordem; eles estão preocupados apenas em se tornarem um perfeito burguês. Quando preparam seus filhos para se encaixarem na sociedade estão perpetuando a guerra, o conflito e a brutalidade. Você chama isso de cuidado e amor? - Freedom from the Known Chapter 10
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Podemos estudar história e traduzir o fato histórico de acordo com nossos preconceitos; mas ter certeza do futuro é viver em ilusão. O homem não é resultado de uma única influência, é vastamente complexo, e enfatizar uma influência enquanto minimiza outras é gerar um desequilíbrio que levará a ainda mais caos e miséria. O homem é um processo total. A totalidade deve ser compreendida e não apenas uma parte, ainda que temporariamente importante sua parte possa ser. O sacrifício do presente pelo futuro é a insanidade daqueles que são enlouquecidos pelo poder; e o poder é maligno. Eles tomam para si o direito da direção humana; são os novos sacerdotes. Meio e fim não estão separados, são um fenômeno conjunto; o meio cria o fim. Pela violência nunca poderá haver paz; um Estado policial não pode produzir um cidadão pacífico; pela compulsão, a liberdade não pode ser alcançada. Uma sociedade sem classes não pode ser estabelecida se o partido é todo-poderoso, ela nunca pode ser resultado de uma ditadura. Tudo isto é óbvio. - Commentaries on Living Series I Chapter 32 Separateness
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É óbvio que a música do rádio é uma maravilhosa fuga. Na porta ao lado, eles mantinham a coisa ligada o dia todo e noite afora. O pai saía para o escritório bem cedo. A mãe e a filha trabalhavam em casa ou no jardim; e quando trabalhavam no jardim o rádio tocava mais alto. Aparentemente o filho também apreciava a música e os comerciais, pois quando estava em casa o rádio continuava do mesmo modo. Com o rádio a pessoa pode ouvir indefinidamente todo tipo de música, da clássica até a mais atual; pode ouvir peças de mistério, notícias, e todas as coisas que são constantemente veiculadas. Não é preciso conversa, troca de pensamento, pois o rádio faz quase tudo por você. O rádio, dizem, ajuda os estudantes a estudar; e as vacas dão mais leite quando há música. O mais estranho sobre tudo isto é que o rádio parece alterar muito pouco o curso da vida. Pode fazer algumas coisas um pouco mais convenientes; podemos ter notícias globais mais rapidamente e saber de assassinatos descritos mais vividamente; mas a informação não vai nos tornar mais inteligentes. A fina camada de informação sobre os horrores da bomba atômica, sobre alianças internacionais, a pesquisa da clorofila, e assim por diante, não parece fazer nenhuma diferença fundamental em nossas vidas. Somos propensos à guerra como sempre, odiamos algum outro grupo de pessoas, desprezamos este líder político e apoiamos aquele, somos enganados pela religiões organizadas, somos nacionalistas, e nossas misérias continuam; e nos concentramos em fugas, quanto mais respeitáveis e organizadas, melhor. Fugir coletivamente é a mais alta forma de segurança. Encarando o que é, podemos fazer alguma coisa a respeito; mas fugir do que é inevitavelmente nos torna estúpidos e embotados, escravos da sensação e da confusão. - Commentaries on Living Series I Chapter 27 The Radio and Music
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Se você descobre que o jardim que cultivou tão cuidadosamente produziu apenas ervas venenosas, tem que arrancá-las pela raiz; tem que derrubar as paredes que as abrigaram. Você pode ou não fazê-lo, pois tem extensos jardins, bem cercados e bem guardados. Você fará isso só quando não houver comércio, mas deve ser feito, pois morrer rico é ter vivido em vão. Mas além de tudo isto, deve haver a chama que limpa a mente e o coração, tornando todas as coisas novas. Essa chama não é da mente, não é coisa para ser cultivada. A demonstração de benevolência pode fazer brilhar, mas não é a chama; a atividade chamada serviço, embora benéfica e necessária, não é amor; a tolerância praticada e disciplinada, a compaixão cultivada da igreja e do templo, o discurso moderado, as maneiras suaves, a adoração do salvador, da imagem, do ideal – nada disto é amor. - Commentaries on Living Series I Chapter 59 How am I to Love?
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Interrogante:...por que a pessoa foge? Do que a pessoa está fugindo? “De sua própria solidão, seu próprio vazio, do que você é. Se você foge sem ver o que é, obviamente não pode compreendê-lo; então primeiro você tem que parar de correr, fugir e só então pode ver a si mesmo como você é. Mas você não pode observar o que é se está sempre criticando, se gosta ou não gosta. Você chama de solidão e foge dela; e o próprio fugir é medo. Você tem medo desta solidão, deste vazio, e a dependência é a cobertura dela. Então o medo é constante; é constante enquanto você fica fugindo do que é. Estar completamente identificado com alguma coisa, com uma pessoa ou ideia, não é garantia de uma fuga final, pois este medo está sempre no fundo. Ele chega por sonhos, quando há um rompimento na identificação; e sempre há um rompimento na identificação a menos que a pessoa seja desequilibrada. Krishnamurti: Então meu medo surge de meu próprio vazio, minha insuficiência. Vejo bem isso, e é verdade; mas o que faço a respeito? Você nada pode fazer a respeito. O que quer que faça é uma atividade de fuga. Essa é a coisa mais essencial de se entender. Então você verá que você não é diferente ou apartado desse vazio. Você é essa insuficiência. O observador é o vazio observado. Então se você for adiante, não há mais chamar de solidão; o dar nome cessou. Se for mais adiante ainda, o que é bem árduo, a coisa conhecida como solidão não existe, há o completo cessar da solidão, do vazio, do pensador como pensamento. Apenas isso põe fim ao medo. - Commentaries on Living Series I Chapter 75 Fear and Escape
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Por que almejamos ser reconhecidos, favorecidos, encorajados? Por que somos tão pretensiosos? Por que nos prendemos à exclusividade de nome, posição, aquisição? O anonimato é degradante, e ser desconhecido é desprezível? Por que vamos atrás do famoso, o popular? Por que não estamos satisfeitos de ser nós mesmos? Temos medo e vergonha de ser o que somos, e nome, posição e aquisição se tornam totalmente importantes? É curioso como é forte o desejo de ser reconhecido, ser aplaudido. Na excitação da batalha, a pessoa faz coisas incríveis pelas quais é honrado; a pessoa se torna herói ao matar um companheiro. Através de privilégio, esperteza, ou capacidade e eficiência, a pessoa chega a algum lugar próximo do topo – embora o topo nunca seja o topo, porque há mais e mais na intoxicação do sucesso. O país ou o negócio é você mesmo; as coisas dependem de você, você é o poder. A religião organizada oferece posição, prestígio e honra; lá também você é alguém, distinto e importante. Ou novamente você se torna o discípulo de um professor, de um guru ou mestre, ou coopera no trabalho deles. Você é ainda importante, os representa, compartilha a responsabilidade deles, você tem e outros recebem. Embora em nome deles, você é ainda o meio. Você pode usar uma tanga ou a veste do monge, mas é você que faz o gesto, é você que renuncia. - Commentaries on Living Series I Chapter 22 The Self
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O mais completo desenvolvimento de cada indivíduo cria uma sociedade de iguais. A presente luta social para trazer igualdade em algum nível econômico e espiritual não tem absolutamente significado. Reformas sociais visando o estabelecimento de igualdade, geram outras formas de atividade antissocial; mas com educação correta, não há necessidade de buscar igualdade através de reforma social e outras reformas, porque a inveja com sua comparação de capacidades acaba. Devemos diferenciar aqui função de status. Status, com todo o seu prestígio hierárquico e emocional, surge apenas através da comparação de funções como maior e menor. Quando cada indivíduo floresce em sua completa capacidade, não existe então comparação de funções; existe apenas a expressão da capacidade como professor, ou primeiro-ministro, ou jardineiro, e assim o status perde seu espinho de inveja. - Life Ahead Introduction

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Hoje a minha pele já não tem cor,
Levo a minha vida, seja onde for...


Só feche seu livro quem já apreendeu,
Só peça um amor quem já deu do seu....

Taiguara (Teu sonho não acabou)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quantas vezes nos percebemos insensíveis em relação a outros!! 


As vezes mais com os mais jovens, as vezes com os mais velhos.


É sempre bom assistir este filme, pequeno no tamanho mais imenso em significado!!!



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Poema de Natal - Vinicius de Moraes




Poema de Natal

Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.